OLHOS ABERTOS - Itália encerra primeira semana da VNL com saldo positivo apesar da derrota para o Brasil.
A derrota por 3 sets a 2 para o Brasil em Brasília encerrou uma impressionante sequência de 39 vitórias consecutivas da seleção feminina da Itália, mas o sentimento no grupo comandado por Julio Velasco está longe de ser negativo. Mesmo utilizando uma equipe repleta de jovens atletas e jogadoras em fase de testes, as italianas terminaram a primeira semana da Liga das Nações (VNL) com três vitórias, uma derrota e 10 pontos conquistados.
Velasco optou por transformar esta etapa da competição em um verdadeiro laboratório para o futuro da seleção. Enquanto muitas das principais titulares ficaram de fora, o treinador ítalo-argentino apostou em novas peças e saiu satisfeito com as respostas obtidas. O técnico acredita que o desenvolvimento das jovens atletas é mais importante neste momento do que preservar recordes ou buscar resultados imediatos.
Entre os destaques da semana estiveram as centrais Linda Nwakalor, Linda Manfredini e Denise Meli, que mostraram personalidade e qualidade diante de adversárias de alto nível. Também chamaram atenção a levantadora Francesca Scola e as opostas Adigwe e Diop, consideradas apostas promissoras para o futuro da Azzurra.
Um dos principais experimentos de Velasco foi utilizar Ekaterina Antropova como ponteira. A jogadora, tradicionalmente oposta, apresentou bom desempenho ofensivo e marcou 39 dos seus 46 pontos na semana atuando na nova função. O treinador vê potencial na mudança, mas sabe que a adaptação exigirá evolução em fundamentos como recepção, bloqueio, defesa e ataque pelas extremidades da rede.
A possível consolidação de Antropova como ponteira poderá gerar uma difícil disputa por vagas entre as atuais jogadoras da posição, como Sylla, Nervini, Giovannini e Omoruyi. Segundo a análise da imprensa italiana, essa será uma das decisões mais delicadas para Velasco nos próximos meses.
Derrota honrosa diante de um Brasil quase completo
Mesmo jogando fora de casa, diante de mais de 10 mil torcedores e enfrentando um Brasil praticamente com força máxima, a Itália mostrou poder de reação. Após perder os dois primeiros sets, a equipe empatou o confronto e levou a decisão para o tie-break, onde acabou derrotada por 15 a 12.
Antropova foi a maior pontuadora italiana com 18 pontos. Adigwe marcou 13 e Omoruyi contribuiu com 12. Pelo lado brasileiro, Ana Cristina liderou com 22 pontos, seguida por Julia Bergmann, com 18.
Jogadoras e treinador valorizam aprendizado
A capitã Carlotta Cambi destacou o orgulho pelo desempenho do grupo, afirmando que a equipe não se intimidou diante da força do Brasil e da pressão da torcida. Já a central Denise Meli ressaltou que a seleção mostrou competitividade e personalidade durante toda a partida.
Julio Velasco também preferiu enxergar os aspectos positivos da campanha. Para o treinador, enfrentar uma equipe como o Brasil em um ambiente tão "hostil" proporcionou uma experiência valiosa para um elenco tão jovem.
Segundo Velasco, o balanço da viagem é extremamente positivo: três vitórias, apenas uma derrota, somente quatro sets perdidos em toda a semana e uma grande quantidade de experiência acumulada. O técnico destacou ainda que muitas das atletas estavam vivendo suas primeiras oportunidades como titulares em competições internacionais de alto nível.
Apesar do fim da sequência histórica de 39 vitórias consecutivas, a avaliação na Itália é de que a primeira semana da VNL confirmou a profundidade do elenco e reforçou que Velasco está construindo não apenas o presente, mas também o futuro da seleção italiana.
FIQUEM DE OLHO !!!
(fonte FIPAV)